Desconhecido.

Não é incrível pensar que lá fora existe alguém pra você, que por enquanto é um completo desconhecido?

“Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.” (1 Coríntios 13:7) Hoje, quando li esse versículo, um milhão de coisas, de fatos, de momentos passaram na minha cabeça. Sei que talvez nem tudo esteja certo ou ‘traduzido’ em palavras da forma que eu queria, mas por ser um dia especial pra mim, eu resolvi compartilhar. Passei a acreditar que, quando ele fala que o amor ‘tudo sofre’, não se trata apenas de um sofrimento físico, mas de todas as vezes que a gente tem que abrir mão do ciúmes, do orgulho e até da presença física pra que o outro possa se realizar em alguma área ou simplesmente pra respeitar o espaço individual de cada um. Quando afirma que ‘tudo crê’, pode está relacionado ao fato de que, muitas vezes, a confiança no outro é abalada, mesmo que por pequenos erros, mas a gente confia que, depois do pedido de desculpas, depois de confessar o erro, tudo vai ser diferente. Eu descobri que quando ele fala em ‘esperar’, não se trata apenas da pessoa certa. Trata-se também de esperar o tão sonhado ‘eu te amo’, que muitas vezes vem na forma de um ‘te quero’, de uma tentativa de te fazer sorrir quando os problemas tentam superar o amor ou até daquela ligação na madrugada só pra saber como você tá… E a gente nem percebe o quanto esses gestos falam por si. E, finalmente, quando fala que ‘tudo suporta’, é como se ele voltasse pro início pra reafirmar tudo que foi dito… Suporta os sofrimentos, a quebra da confiança e sua reconstrução, suporta a longa e, muitas vezes, cansativa espera e tantas outras coisas que a gente realmente acredita que é o fim pra esse sentimento… Mas o versículo tá lá, só pra te lembrar que esse é apenas o começo!

Infelicidade é uma questão de prefixo.

Guimarães Rosa.

versossoltos:

“O que tenho, nesse instante, é um sabor inédito de beijo, um novo número de celular para adicionar na minha agenda, uma cor de olhos que não sei definir com precisão, um corpo que se encaixa no meu e uma conversa que me mantém fascinada.”

- Martha Medeiros.

Toda vez que toca o telefone eu penso que é você. Toda noite de insônia eu penso em te escrever…

Engenheiros do Hawaii. (via relativo-ao-sentimento)

(Source: engenheiros-dohawaii)

versossoltos:

“Desistir? Eu já pensei seriamente nisso, mas nunca me levei realmente a sério. É que tem mais chão nos meus olhos do que cansaço nas minhas pernas, mais esperança nos meus passos do que tristeza nos meus ombros, mais estrada no meu coração do que medo na minha cabeça.”

- Cora Coralina.

versossoltos:

“Fico besta com quem perde a compostura por não gostar de algo ou alguém: tão mais simples desconectar. Não ouça, não leia, não prestigie. Dê atenção ao que tem sintonia com você. E toque sua vida, sem agredir.”

- Martha Medeiros.

Não se deixe enganar, a mulher tinha coração. Um coração maior do que as pessoas suporiam. Havia muita coisa armazenada nele, em quilômetros de prateleiras altas e ocultas.

A Menina que Roubava Livros. (via romantizar)

(Source: c-a-n-a-r-i-o)

Eu quero crescer. Juro, quero mesmo. Quero aprender línguas que não sei. Quero conhecer novas culturas, povos, lugares. Quero me desapegar do velho. Quero não me fechar para as mudanças e para o novo. Quero não acumular rancores nem alimentar mágoas. Quero aprender a me pedir desculpa. Quero abandonar algumas saudades. Quero aprender a conviver com o que não posso modificar. Quero me mover mais e mais e mudar o que está ao meu alcance. Quero pouco e quero muito. Quero nada e quero tudo. Quero esquecer o que precisa ser esquecido. Quero nunca deixar de sorrir. Quero aprender a descascar laranja. Quero perder o medo de trovão. Quero ir. E vir. Mas nunca, nunca mesmo, deixar de sentir.

Clarissa Corrêa. (via romantizar)

(Source: ruadasaudade)

O mais incrível é perceber que uma das pessoas que você mais ama na vida, aquela que você acreditava ser sua metadinha, precisa de uma discussão pra te dizer o que ela realmente pensa ao seu respeito. Não tem essa de que palavras proferidas em uma briga devem ser desconsideradas. Que nada! Elas, geralmente, são o resultado de tudo aquilo que foi guardado durante muito tempo e que não tiveram a oportunidade de serem ditas em voz alta. Mas dessa vez não vai ter choro, nem aquela vontade louca de olhar pra trás. Chega disso. É hora de seguir em frente, mesmo que você não esteja por perto. Aliás, você já está ficando pra trás, e eu não tô afim de voltar pra te buscar. Hoje deu pra entender o que o último livro que li queria dizer: “Eu te amo. Amo muito. Só não gosto mais de você.”

- Isabel Albuquerque.

E quando ele foi embora, senti uma parte do meu corpo adormecer… O lado esquerdo! Como se por um segundo meu coração tivesse parado de bater e nunca mais voltou ao normal. Continua com os batimentos lentos e, ainda hoje, uma vez ou outra, ele tem uma arritmia. Coincidência ou não, isso sempre acontece quando vejo uma foto dele. E sabe aquela cosquinha que a gente sente nos olhos e que, as frustrantes tentativas de ignorá-la, fazem com que uma dor aguda corte a nossa garganta?! E justo ele, que eu sequer tive a oportunidade de conhecer. Decorei cada detalhe de seu rosto, das covinhas que se formam quando ele sorrir, da veia que lateja em seu pescoço quando dá uma gargalhada, seus movimentos, seu jeitinho simples… Mas conhecer, de verdade?! Não. Não sei quando ele força um sorriso pra fingir que tá tudo bem, não sei reconhecer se ele estava chorando ou se simplesmente lavou o rosto, não sei sua cor preferida, que banda ele gosta de escutar ou o que ele espera pro futuro dele. Mas espero que ele saiba que é presença constante em minha memória. Daqui a pouco meu coração vai voltar a funcionar direitinho pra que outro alguém possa ocupar seu lugar. Mas ele deixou uma marquinha irreparável. Lembra a covinha do sorriso dele? É exatamente assim a marca que ele deixou em mim. Por mais que as manchas causadas pelo sol ou as rugas formadas pelo tempo tentem destruir essas covinhas, elas vão continuar lá: profundas e expostas pra quem quiser se dá ao trabalho de olhar um pouco mais de perto.

- Isabel Albuquerque.

More Information